Relato de experiência com abordagem multiprofissional do paciente com diabetes mellitus (DM)

Autores

  • Maria Luisa Fontanella Bonifacio Neves Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMSRJ).
  • Martha Maria Vieira de Salles Abreu Artilheiro Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMSRJ).
  • Karina Tavares Gomes Leal Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
  • Aline Rodrigues Aguiar Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMSRJ).

Palavras-chave:

Abordagem Multiprofissional, Estratégia Saúde Familia, Diabetes Mellitus

Resumo

Introdução: O DM é uma doença crônica que requer atenção continua. É inicialmente assintomática que quando não tratada causa danos irreparáveis. Vários fatores levam a não adesão ao tratamento como: não compreensão do DM; poucos sintomas, dificuldade no acesso ao tratamento ou medicações, utilização de poli drogas e mudança de hábitos de vida. A falha terapêutica durante anos remete ao inicio da insulinização.

Objetivos: Relatar a experiência da implantação de cuidado multiprofissional e singular para os pacientes diabéticos. Discutir os diversos olhares da equipe multiprofissional nos tratamentos de pacientes diabéticos que necessitam cuidados especiais.

Metodologia ou descrição da experiência: Implantação de atividade em grupo com orientação de cuidados em abordagem multiprofissional para pacientes diabéticos, grupos específicos de pacientes diabéticos do tipo II que necessitam de controle com insulinoterapia, avaliação e orientação do pé diabético. Atenção diferenciada através de consultas individualizadas, conforme a necessidade e singularidade de cada paciente diabético com ajuste de dose de insulina, orientação alimentar, adesão ao tratamento proposto, por equipe multiprofissional. Busca ativa pelos Agentes Comunitários de Saúde, dos pacientes que não comparecem aos atendimentos propostos, ao grupo de educação continuada, atividades interativas e consultas multiprofissionais.

Resultados: O trabalho demonstrou que a abordagem multiprofissional diferenciada na Atenção Primária à Saúde (APS), através de consultas individuais, busca ativa e atividade educativa em grupos com médicos, enfermeiros, nutricionistas, odontólogos, assistentes sociais, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, além dos residentes médicos e multiprofissionais, aumentaram a adesão à dieta, à atividade física, ao tratamento medicamentoso, ao autocuidado, além de proporcionar melhor controle glicêmico e diminuição das doses de insulina, das doses das medicações orais e das poliqueixas inespecíficas de tais pacientes.

Conclusões ou hipóteses: O tratamento de paciente crônicos apresenta alguns grandes obstáculos. A abordagem na APS pode minimizá-los, sendo facilitado pelo conhecimento da moradia, estrutura familiar e social, o acesso, a criação de vínculo e o contato direto entre os profissionais cuidadores, que contribuem para uma melhor adequação e maior aderência ao tratamento, proporcionando a longo prazo controle da doença.



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