Manejo de casos suspeitos de dengue em uma UBS: relato de experiência

Rochelle Parahyba Dias Cavalcante, Igor Cardoso Baima, Rafael Feitosa de Menezes, Pedro Vinicius da Silva Neri, Philippe Marcel Marius Malzac Filho

Resumo


Introdução: A dengue é uma doença febril aguda, considerada problema de saúde pública, e por sua importância epidemiológica é de notificação compulsória e investigação obrigatória. Nesse contexto, a inserção do acadêmico de medicina em práticas nas UBS relacionadas ao atendimento de casos suspeitos de dengue tem grande importância para evoluir o seu aprendizado clínico, vivenciando o atendimento humanizado.

Objetivos: Mostrar a importância das UBS na formação acadêmica do estudante de medicina; Promover a humanização ao atendimento do paciente com suspeita de dengue em uma UBS; Reconhecer as etapas do atendimento a casos suspeitos de dengue, a partir da classificação de risco preconizada pelo Ministério da Saúde.

Metodologia ou Descrição da Experiência: Durante a epidemia de dengue, devido a grande demanda de pacientes com suspeita da doença, foi disponibilizado na Unidade de Saúde duas sala para atendimento de casos suspeitos. Lá os pacientes eram acolhidos, submetidos à classificação de risco baseada no fluxograma do Ministério da Saúde e conduzidos conforme seu estadiamento e notificados. Os alunos eram do quinto semestre e foram divididos em grupos de cinco e cada grupo era supervisionado por um professor. Esse grupo, por sua vez, era subdividido nas duas salas de atendimento. Cada aluno ficava responsável pelo atendimento de um paciente, sob supervisão, e era orientado a conduzir as etapas do atendimento.

Resultados: A experiência nessa prática foi proveitosa para os estudantes, pois foi bem consolidado o conhecimento sobre o manejo dos pacientes com suspeita de dengue em nível de APS. A assistência integrada com foco na humanização do atendimento permitiu que os estudantes aprendessem o significado disso para uma melhor abordagem do doente como um todo, seguindo os princípios básicos do SUS e fortalecendo a relação médico-paciente. A estratégia do atendimento multidisciplinar e baseado no fluxograma mostrou-se também eficaz, reforçando a importância da UBS como porta de entrada dos serviços de saúde.

Conclusão ou Hipóteses: Os conhecimentos práticos aprendidos durante a vivência na APS mostraram que há ainda muitos aspectos a serem melhorados no suporte aos pacientes com dengue. Contudo, a prática realizada trouxe benefícios tanto para o saber dos acadêmicos como para o melhor seguimento desses enfermos, mostrando que há meios de se agilizar o atendimento, evitando a sobrecarga nos demais níveis de atenção.


Palavras-chave


Dengue; Manejo; Acadêmico de Medicina

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